Reflexões | Robert D. Foster

Sucesso: Sorte ou Trabalho Duro

Por Robert D. Foster

Alguns conhecem a história do falecido Dave Thomas, fundador de uma bem-sucedida cadeia de restaurantes, que disse: “Parece que quanto mais duramente eu trabalho, mais sorte tenho”. Um

dos meus colunistas preferidos, Harvey Mackay, adota visão diferente: “Sorte? Não! Bom negócio. Assumir riscos, ser criativo e reagir prontamente ao mercado é o que prevalece sobre a sorte  todos os dias. Fique certo disto.” 

Será que foi sorte que transformou a Coca-Cola de um remédio insignificante contra dor de cabeça em uma bebida internacionalmente conhecida e líder de vendas? O conceito dos "jeans Levi’s" que passou a utilizar rebites em vez de botões, foi uma decisão de sorte em resposta à necessidade que os mineradores tinham? 

Esteve a sorte ou o acaso envolvidos na determinação da Swanson Company quanto ao que fazer com 260 toneladas de sobras de peru? A idéia inovadora de “TV Dinners" (refeições prontas), partiu de um vendedor da Swanson, que se lembrou dos dias em que servia o exército e das bandejas com três divisões em que eram servidas as refeições. O resultado de aplicar um costume militar ao problema de toneladas de sobras de alimento - pratos congelados compostos de peru e dois acompanhamentos - rapidamente se transformou num conceito inovador para servir refeições rápidas e que foi de encontro às necessidades de uma sociedade superatarefada e em transformação.

Como Dave Thomas e Harvey Mackay observaram, sorte nos negócios ou em qualquer empreendimento, decorre de trabalho duro, criatividade, percepção e obstinada determinação de tirar proveito das oportunidades que se apresentam. A Bíblia menciona notáveis circunstâncias que apóiam esta opinião: 

Foi pura sorte um cordeiro estar preso aos arbustos no alto do monte Moriá para que ele – e não Isaque – fosse oferecido por Abraão como sacrifício a Deus? (Gênesis 22.13).

Foi por mero acaso que José se tornou primeiro-ministro do Egito, posição que lhe permitiu intervir em favor do povo de Israel durante o período de fome? (Gênesis 45.8).

Foi sorte – estar no lugar certo, na hora certa – as águas se deterem formando um paredão para que os filhos de Deus pudessem passar em terra seca? (Êxodo 14.22). 

Instinto, senso de oportunidade, condições de mercado e trabalho duro, tudo isso faz parte da fórmula do sucesso. Mas gostaria de sugerir uma consideração adicional: o papel da Divina Direção ou “Providência”, expressão preferida dos Pilgrims, os primeiros colonos puritanos, que ousaram empreender a jornada da Inglaterra ao litoral do Novo Mundo. 

Alguém escreveu: “Deus, Único Soberano, que Teus eternos propósitos sejam revelados, moldem todos os eventos, tanto moral quanto físicos.” Podemos não compreender completamente, mas a Providência de Deus está de tal modo combinada com a liberdade humana, que não admite fatalismo. Ela precisa estar ligada à Sua justiça, poder e benevolência.  

Considere esta certeza extraída das Escrituras: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam, dos que foram chamados de acordo com o Seu propósito” (Romanos 8.28).

 

Questões Para Reflexão ou Discussão

 

1.  Pela sua experiência, que papel você atribui à “sorte” em seu sucesso no trabalho ou outra área da vida? Lembra-se de algum exemplo? 

2.  Dave Thomas e Harvey Mackay parecem concordar que sorte tem o mesmo sentido que trabalho duro. Qual sua perspectiva sobre isso?

3.  Que acha dos exemplos bíblicos em que, à primeira vista, “sorte” ou “casualidade” parece ser a causa determinante?

4.  Como considera a ideia do autor que afirma crer na Providência de Deus – Sua provisão e direção propositais – e seu envolvimento direto nos negócios humanos do cotidiano?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Salmo 37.4-5; Provérbios 3.5-6;10.4; 12.11; II Tessalonicenses 3.10.

 

 

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